domingo, 22 de abril de 2012

Brasileiro é mal educado e folgado

Rua Sabinópolis com Teófilo Othoni no Padre Eustáquio. Todo dia tem animal que estaciona o carro em local proibido atrapanhando a rua mão única, que é estreita e tem carros estacionados dos dois lados.

Cuidado com o seu GPS!

Carro caído em córrego, após motorista perder o controle do volante, por volta de 00h30 deste domingo (22). A motorista, uma analista de departamento pessoal de 25 anos, ia para uma festa no bairro do Tucuruvi, quando o GPS do carro mostrou que ela deveria entrar na rua Guaraja. Como não conhecia a região e sem perceber que a via na verdade era uma ponte sem proteção, a jovem caiu e capotou duas vezes até parar no córrego. A motorista não se feriu gravemente.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tipos de Bacalhau da Noruega

Gadus Morhua

Características do Gadus Morhua:

-o autêntico bacalhau
-postas altas e largas
-desfaz-se em camadas claras e tenras quando cozido
-sabor inconfundível e sublime
-utilizado na culinária internacional
-ideal para pratos onde o bacalhau é servido em postas, lombo, pedaços
-preparações onde o bacalhau é o principal
-coloração palha e uniforme
-cauda em forma de triângulo, com coloração cinza e uniforme



Peixe Tipo Bacalhau Zarbo

Características do Peixe tipo Bacalhau Zarbo:

-carne firme, não desmancha com facilidade
-ideal para caldos, pirões, saladas e bolinhos
-pode ser desfiado
-coloração da carne palha
-geralmente é o menor entre os peixes tipo bacalhau
-pele levemente acastanhada
-cauda e barbatanas arredondadas


Peixe Tipo Bacalhau Ling
Características do Peixe tipo Bacalhau Ling:

-carne firme, não desmancha com facilidade
-ideal para churrascos, grelhados, assados
-pode ser desfiado
-coloração da carne clara, próximo ao branco
-é o peixe mais estreito e comprido entre os tipos bacalhau
-cauda arredondada e pequena


Peixe Tipo Bacalhau Saithe
Características do peixe tipo bacalhau Saithe:

-sua carne desfia com facilidade quando cozido
-sabor acentuado
-para preparações com bacalhau desfiado
-ideal para bolinhos, saladas, caldos, pirões e recheios
-confere seu sabor aos acompanhamentos
-coloração da carne palha ao amarelado
-a carne amarelada do saithe é característica da espécie quando curada e salgada
-cauda em forma de “v”; possui escamas

Bacalhau não é um peixe. É um produto! Assim com o presunto não é um animal.



Cinco tipos de peixes importados podem virar bacalhau
Carne é resultado de processo de salgamento e secamento industrial.

Com a proximidade da Páscoa cristã, comemorada neste domingo (8), consumidores correm para comprar um dos principais ingredientes que substitui a carne vermelha na culinária: o bacalhau.

O uso do produto se tornou tradição no Brasil, trazida de Portugal. Porém, ano após ano, o consumidor se pergunta: por que não consigo ver um bacalhau inteiro ou simplesmente sua cabeça? Afinal de contas, ele é um peixe?

O bacalhau como o conhecemos é uma referência mais ao método do que ao peixe em si. Mesmo assim, existem pescados no mar, frescos, que também costumam ser chamados desta forma. Um deles é o Equetus lanceolatus, que pode ser encontrado na costa brasileira e que assume diferentes nomes regionais e não costuma passar pelo método de salga.

O outro é o Gadus morhua, conhecido em inglês como cod, encontrado apenas nos mares frios do Hemisfério Norte e é tratado como o "legítimo bacalhau da Noruega".

Especialistas em oceanografia explicam que o bacalhau é o resultado do beneficiamento industrial de espécies marinhas com características específicas.

Sal e calor
Segundo Alex Augusto Gonçalves, doutor em engenharia de produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o salgamento e secagem de partes dos pescados, realizados em câmaras com controle de temperatura e umidade relativa, são responsáveis pela criação desta carne.

Antes disso, os pescados passam por limpeza e retirada das vísceras, utilizadas na fabricação de patês, óleos e outros produtos.

Segundo Gonçalves, apenas cinco espécies de peixe podem passar por este processo. O cod do Pacífico (Gadus macrocephalus) e o cod do Atlântico (Gadus morhua) são os mais conhecidos.

Este último é considerado o legítimo “bacalhau da Noruega”, país considerado o habitat da espécie, juntamente com regiões da Irlanda, Reino Unido e Islândia. Por ano, a produção nestas áreas é de 2.560 toneladas.

Os outros peixes são o saithe (Pollachius virens), o ling (Molva molva) e o zarbo (Brosmius brosme), também encontrados no Hemisfério Norte (confira galeria de imagens).

O Brasil também quer entrar no mercado com o "bacalhau da Amazônia", proveniente do peixe pirarucu, encontrado nos rios amazônicos.

Considerado um dos maiores importadores de bacalhau no mundo, o país comprou do exterior 252,9 mil toneladas de bacalhau em 2011, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A quantidade é 25% superior ao montante importado em 2010.

Ameaças
Entretanto, a sobrepesca (captura excessiva) se tornou uma ameaça às espécies. A redução dos estoques marinhos, por exemplo, já colocou o peixe que dá origem ao bacalhau cod na lista dos animais marinhos ameaçados de extinção. O Gadus morhua, por exemplo, é considerado vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

De acordo com a bióloga Carolina Pacheco Bertozzi, que é doutora em oceanografia e professora da Unimonte, de Santos (SP), a constatação desta ameaça ocorreu no fim da década de 1980, após um período incessante de atividades em alto mar, que não eram controladas.

“O resultado disso é a proibição da pesca em alguns lugares e de animais específicos, como os peixes que dão origem ao bacalhau. É o caso do cod do Atlântico, que tem restrições na União Europeia e no Canadá, podendo ser produzido apenas em atividades controladas”, explica.

Ainda segundo Carolina, o bacalhau encontrado hoje à venda na maioria dos lugares, inclusive no Brasil, vem de atividades controladas. “Já existe inclusive uma certificação internacional, para que o consumidor fique de olho ao adquirir o pescado. Claro que, quando ele vê as postas em feira livre, fica difícil fazer este controle”, disse.

Para Gonçalves, é necessária uma fiscalização mais rigorosa do setor pesqueiro, além de incentivar o repovoamento das espécies.



Humanidade IDIOTA e ESTÚPIDA

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O relógio de pulso mais caro do mundo foi apresentado pela relojoaria suíça Hublot, com preço estimado em US$ 5 milhões (cerca de R$ 8,9 milhões). A peça de mais de 140 quilates é feita com ouro branco e possui 1.282 diamantes incrustados nela.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Verde estimula criatividade

Um estudo recente feito na Alemanha revelou que a exposição à cor verde pode estimular a criatividade.


De acordo com a pesquisa publicada no Personality and Social Psychology Bulletin, cientistas da Universidade Ludwig-Maximilians, de Munique, fizeram testes com 69 homens e mulheres, perguntando-lhes quais seriam os usos que dariam para um tijolo.

As respostas foram codificadas com diferentes valores para medir o grau de criatividade. Soluções como "construir uma parede" receberam menos pontos. Já usos como "fazer o tijolo virar pó, misturar com água e usar como aquarela para pintar" foram classificados como mais criativos.

Antes de responderem à pergunta, os participantes eram expostos a desenhos de retângulos azuis, cinzas, vermelhos e brancos e outros verdes.

Aqueles que viram as imagens verdes se saíram melhor no teste.

Para a autora da pesquisa, Stephanie Lichtenfeld, "o verde pode servir como uma pista que evoca a motivação de um esforço para autossuperação e o domínio de tarefas, que por sua vez podem levar ao crescimento".

Em entrevista à BBC Brasil, a cientista deixou claro que a influência da cor é sutil e que os resultados ainda são iniciais, mas para aqueles que quiserem testar por si mesmos, informa que o tom de verde mais usado no estudo foi semelhante ao que é encontrado na natureza, como em pinheiros.

Quanto a pintar paredes de escritórios de verde, para estimular os funcionários, por exemplo, Lichtenfeld recomenda cautela. "O benefício depende muito das tarefas que as pessoas estão fazendo. Em alguns setores o vermelho pode ter um impacto interessante também, de estimular a interação entre a equipe. O verde poderia ser útil quando as atividades dependem muito da criatividade", disse à BBC Brasil.

Veja como outras cores podem afetar o ser humano, segundo o estudo:

Vermelho

Com potencial para causar efeitos negativos e positivos, o vermelho é uma cor que deve ser usada de forma estratégica. Estudos já revelaram que por suscitar um medo do fracasso, a cor não deve ser experimentada momentos antes de provas. No entanto, outra pesquisa indicou que times que usam uniformes vermelhos têm mais chance de vitória.

Outro efeito tradicional é um aumento de atratividade das mulheres que vestem vermelho.

Amarelo

O amarelo é associado ao estímulo do bom humor e pode ajudar a aumentar a capacidade de concentração e foco, podendo ser usado em escritórios.

Um estudo analisou convidados de três coquetéis em salas pintadas de amarelo, vermelho e azul, revelando que os que estavam no ambiente amarelo eram mais animados e falantes.

Azul

No mesmo estudo dos coquetéis, pesquisadores descobriram que aqueles que estavam na sala pintada de azul foram os que ficaram até mais tarde. O motivo? A cor deixaria as pessoas mais confortáveis e à vontade.

A cor pode ser usada em quartos, pelo efeito calmante e relaxante, que pode até apaziguar a frequência cardíaca. Assim como o verde, também pode estimular a busca por soluções criativas.

Rosa

Embora seja associada com imagens de doçura, feminilidade e leveza, o rosa nada mais é do que um tom mais claro de vermelho, e por isso ainda é um forte estimulante.

Para obter efeitos calmantes e relaxantes o ideal é o azul ou o verde.

Branco

Estudos passados identificaram associações desta cor com autoritarismo, esterilização, amplitude e pureza, dentre outros. Mas também há ligações com enjoos, náusea, fadiga e dores de cabeça.

A cor deve ser evitada em escritórios, por exemplo, ou ao menos estar lado a lado com elementos coloridos para servirem de "descanso" ao olho humano.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Brasil é o segundo país mais perigoso para jornalistas depois da Síria

Números divulgados nesta segunda-feira (02/04) pela PEC (Campanha Emblema de Imprensa, na sigla em inglês) apontam a Síria como o país mais perigoso para o trabalho de jornalistas nos três primeiros meses deste ano. Logo após o país árabe, que registrou nove mortes, aparece o Brasil, com cinco profissionais da imprensa mortos.
Rio de Janeiro

No mundo todo, 31 jornalistas morreram entre janeiro e março deste ano e a PEC chamou a atenção para a situação síria, onde nove profissionais de imprensa perderam suas vidas no período.

“A Síria está na linha de frente dos lugares mais perigosos para os jornalistas”, afirmou Blaise Lempen, presidente da organização, com sede em Genebra. Ainda segundo a PEC, o número divulgado nesta segunda-feira representa um aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2011.
Síria

Segundo a organização, pelo menos 11 jornalistas morreram na Síria desde o início dos protestos que exigem a queda do presidente Bashar al Assad. Atualmente, dois profissionais turcos estão desaparecidos no país.

A organização mostrou-se preocupada pelas restrições impostas pelo governo de Assad ao trabalho de jornalistas no país. Lempen afirmou que “se a violência não for interrompida, então é possível que se repita a longo prazo um cenário como o do Iraque”.

A PEC afirmou ainda que o governo de Assad detêm jornalistas de maneira sistemática por todo o país. Ainda segundo a organização responsável pela divulgação dos números, os repórteres turcos podem estar sendo torturados nesse momento.

Em terceiro lugar na lista dos países mais perigosos para os jornalistas aparece a Somália, com três mortes, seguida de Índia, Bolívia e Nigéria, com dois jornalistas mortos. Afeganistão, Colômbia, Haiti, Honduras, México, Paquistão, Filipinas e Tailândia registraram uma morte cada um.

domingo, 1 de abril de 2012

Governo de Minas omite dados sobre violência


Após polêmica sobre manipulação de números, estatísticas de fevereiro ainda são mistério

Passado um mês da divulgação dos índices de violência em Minas, que revelaram um crescimento de 16,3% no número de homicídios em 2011, o Estado volta a omitir as estatísticas sobre a violência. Depois da polêmica criada pelas reportagens do Super sobre a omissão e a manipulação dos números, o governador Antonio Anastasia prometeu anunciar os índices mensalmente, entre os dias 15 e 20 de cada mês. Mas, até agora, um mês após a promessa e dez dias depois do prazo estabelecido para a divulgação mensal, o Estado mantém os números de fevereiro em sigilo.

Após ser questionada sobre a demora, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que pretende fazer a divulgação entre hoje e a próxima segunda-feira. Um dos motivos para o adiamento, conforme a assessoria, é a mudança de comando na Seds - no dia 19, o deputado estadual Lafayette Andrada (PSDB) foi substituído pelo procurador de Justiça Rômulo Ferraz.


Pressão

As promessas de transparência foram uma resposta do governo às críticas sobre a demora na divulgação dos dados, que ficou suspensa durante 13 meses, entre o fim de 2010 e fevereiro deste ano. Justamente nesse período, houve um avanço de 10,8% no índice de crimes violentos no Estado, na comparação de 2011 com 2010. Só na capital, os homicídios cresceram 22% - a cidade registrou uma média de 30,65 mortes para cada 100 mil habitantes.

Desempenho ruim
Além do Fica Vivo e do Gepar, outros dois programas estaduais de prevenção à violência tiveram desempenho negativo em 2011. O último relatório divulgado pelo Instituto Elo, parceiro do governo, mostra que a Mediação de Conflitos e a Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa) tiveram problemas de corte de recursos e atraso de licitações, o que, consequentemente, fez cair o número de atendimentos.

Violência dispara em Minas: Secreário cai




O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), solicitou ao secretário de Defesa Social, o também tucano Lafayette Andrada, que retornasse à Assembleia Legislativa do Estado para exercer a liderança. O procurador de Justiça Rômulo de Carvalho Ferraz foi convidado para assumir a secretaria e foi empossado na tarde de hoje.

Embora o governo não tenha oferecido uma justificativa oficial para a troca no comando da secretaria, os índices de criminalidade no ano passado em Minas Gerais, divulgados pela pasta apenas no último dia 29, apresentaram crescimento em relação a 2010, o que teria motivado críticas ao trabalho de Andrada. A taxa de crimes violentos (homicídios, tentativas de homicídios, estupros e roubos) aumentou 10,80%, e a taxa por grupo de 100 mil habitantes, que leva em conta o crescimento populacional, foi de 277,78 em 2011, contra 250,52 em 2010, segundo o Centro Integrado de Informações de Defesa Social (Cinds). Em números absolutos, as ocorrências aumentaram de 50.625 para 56.593.

Em nota, a secretaria ressalta que, na comparação com 2004, a taxa de crimes violentos no Estado caiu 48,80%, deixando para trás uma taxa de 539,15 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes. Na Grande Belo Horizonte, entretanto, a taxa aumentou de 545,05 por grupo de 100 mil habitantes em 2010 para 624,54 em 2011 – uma variação de 14,5%. Na capital, a mesma taxa, no mesmo período, aumentou de 703,91 para 783,91, em aumento de 11,4%. Em números absolutos, o crescimento foi de 17.369 ocorrências para 19.487.

Rômulo Ferraz tem 51 anos e é natural de Belo Horizonte. Desde março de 2001, ele é procurador de Justiça do Estado, tendo atuado nas áreas de Defesa do Patrimônio Público, Combate à Sonegação Fiscal e de Defesa dos Portadores de Necessidades Especiais. Foi também promotor Eleitoral em Belo Horizonte. O novo secretário de Defesa Social integrou o Conselho Superior e a Câmara de Procuradores de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, além de ter sido secretário do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça. No biênio 2010-2011, ocupou a presidência da Associação Mineira do Ministério Público.

Minas: Polícia Virtual mas os crimes são reais


É difícil você ver um Policial Militar nas ruas de Belo Horizonte. Quem sai de casa todos os dias para trabalhar, seja de ônibus ou de carro, atravessa vários bairros e não ver policiamento nas ruas. Nada de Policia Militar, nada de Polícia Civil, nada de Guarda Municipal nada de nada.

A sensação de insegurança é gritante. Ninguém para orientar, ninguém para coibir e ninguém para mostrar a presença da Lei. Preste atenção no seu trajeto e comece a observar a quantidade de policiais que vocês ver nas ruas de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

No centro e em alguns locais, há câmeras instaladas, o que poderíamos chamar de POLICIA VIRTUAL. Mas os crimes são reais. E se a população não sente a presença da lei, os do BEM ficam desamparados e os do MAL encorajados a comer delitos e crimes.

Em vários bairros os moradores pagam um motoqueiro que fica rondando durante a noite para protegê-los, coisa que a polícia não faz em tempo real.

Quem vem da escola depois das 22 horas provavelmente nunca verá uma viatura da polícia passando pela sua rua. Verá uma viatura em um posto de combustível, no fechamento de um supermercado etc. Mas protegendo o cidadão: NUNCA.

A polícia no Brasil só funciona para os DOUTORES. A polícia ainda obedece a Elite. Triste e Lamentável. Mas é a realidade. Se você for abordado por um Policial num carro caro eles o chamarão de DOUTOR. Mas se for um carro popular num bairro de periferia, você será tratado como no máximo cidadão. Porque?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Produzir carro no Brasil custa o mesmo que nos EUA



Estudo realizado pela PricewaterhouseCoopers (PwC) aponta que o custo para produzir um carro pequeno no Brasil é igual ao dos Estados Unidos e do Japão, o que acarreta perda de competitividade dos produtos nacionais, levando os fabricantes locais a se voltar exclusivamente para o mercado interno e a descartar o país como plataforma de exportação, informa o jornal O Estado de S.Paulo.

De acordo com os dados da consultoria, o custo de manufatura de um modelo compacto no país gira em torno de US$ 1,4 mil, valor equivalente ao dos EUA e Japão. No México, é de US$ 600, na Tailândia de US$ 500 e na China de US$ 400. O Brasil só é mais barato que a Europa Ocidental, especialmente Alemanha e Reino Unido, onde esse valor sobe para US$ 1,8 mil.

Segundo Dietmar Ostermann, líder global para a área automotiva da PwC, entrevistado por Cleide Silva, o custo de montagem inclui basicamente mão de obra, material indireto, energia e água e tem peso de 20% no processo produtivo total. O peso maior é o de materiais e componentes, que representam 60% do custo total, que têm um peso muito alto no Brasil porque os fornecedores enfrentam o mesmo efeito em cascata de impostos, além de mão de obra e matéria-prima caras. Para o consultor, construir uma fábrica aqui custa mais que nos EUA e na Europa.

De acordo com Ostermann, montadoras americanas associadas a chinesas levam em média 15 horas a 19 horas para produzir um automóvel. No Brasil, são necessárias de 26 a 30 horas, considerando o mesmo nível de automação da fábrica e do produto.

O diretor da PwC afirma que o Brasil atrai montadoras porque é atualmente (de acordo com dados de 2011) o quarto maior em vendas do mundo e tem um mercado interno com grande potencial de crescimento: aqui há uma relação de sete habitantes por veículo, enquanto nos mercados mais desenvolvidos é de um a dois por habitante. “As empresas vêm para o Brasil porque não têm outra opção”, afirma.

Junte R$ 1 milhão com R$ 360 por mês


Juntar R$ 1 milhão. O que para muitos é um sonho distante pode se tornar um plano efetivo para quem tiver disciplina, algum capital para investir e desejo por risco. Com pouco mais de meio salário mínimo por mês, é possível atingir a quantia aplicando o dinheiro em ações de grandes empresas pelo período de 40 anos.

Essa conta é feita considerando que é preciso reajustar os depósitos mensais pela inflação. A cada mês, é deve-se aumentar um pouco o montante a ser investido de acordo com a inflação do mês anterior. Dessa forma, ao final do período, o investidor terá o equivalente ao que hoje representa R$ 1 milhão (atualizado conforme o custo de vida até daqui a 40 anos).

Os cálculos mostram que um jovem de 20 anos pode atingir o valor aos 60 anos aplicando R$ 360 por mês numa carteira de ações.

Mesmo quem não tem coragem de se arriscar no mercado de ações, porém, pode realizar o sonho do milhão. Para isso, claro, será necessário um investimento mais alto. A meta pode ser alcançada aplicando-se, por exemplo, R$ 1.243 por mês em títulos públicos do governo por meio do Tesouro Direto, ou R$ 1.624 por mês na caderneta de poupança.
Quanto mais tarde se fizer planejamento, maior o esforço

Quanto mais tarde se fizer esse planejamento, no entanto, mais o esforço mensal precisará ser aumentado. Quem começar a fazer aplicações na poupança aos 30 anos só conseguirá atingir a meta do milhão aos 60 aplicando uma quantia mensal de R$ 2.309. Para quem começar a pensar no assunto aos 50, será necessário depositar R$ 7.847 na caderneta por mês.

"A marca do R$ 1 milhão é um desafio simbólico porque esta é uma soma que a maior parte das pessoas jamais possuirá como reserva financeira", diz Marcos Silvestre.

Seus cálculos mostram, porém, que se a ideia for fazer uma espécie de aposentadoria, aí a meta deverá ser mais ambiciosa. Se, ao atingir R$ 1 milhão em investimentos aos 60 anos, a pessoa decidir viver somente da renda deixando o valor aplicado no Tesouro Direto, obterá um valor mensal de R$ 2.000.

"É um valor claramente insuficiente para garantir um padrão de classe média confortável na condição de aposentado", diz Silvestre. Segundo seus cálculos, apenas uma reserva financeira líquida entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões poderia garantir uma renda "confortável".
'Liquidez da poupança é risco para aposentado', diz economista

Ainda pensando na aposentadoria, Silvestre considera que é melhor investir em planos de previdência do que em aplicações com grande liquidez, como a poupança (que permite o saque dos valores a qualquer tempo).

"A liquidez que a poupança, o Tesouro Direto e até das ações apresentam é um perigo para o aposentado, que pode passar a ser assediado por filhos, netos e amigos mal intencionados. Melhor que isso talvez seja trocar esta reserva pela garantia do recebimento mensal de um bom plano de previdência. Se for escolhida uma instituição sólida, os riscos serão pequenos perto das potenciais tentativas de 'extorsão' dos 'entes queridos'", afirma ele, que diz que há 20 anos lida com situações do tipo.

Para fazer os cálculos, o economista considerou uma rentabilidade líquida real, descontados impostos, taxas e a inflação, de 0,10% para a caderneta de poupança. Essa rentabilidade é semelhante, segundo ele, àquela obtida em um plano de previdência conservador (cuja carteira contém menos de 10% dos investimentos em ações).

Para aplicações no Tesouro Direto, foi considerada uma rentabilidade líquida real de 0,20% ao mês (também registrada por planos de previdência privada de risco moderado, com algo entre 10% e 20% de ações na carteira) e, para as ações, uma rentabilidade de 0,60% ao mês. Nesse caso, ele considerou uma previsão para ações de empresas de primeira linha, ou de planos de previdência de maior risco (até 49% de ações na carteira).

quarta-feira, 21 de março de 2012

Novo Siena: Grand Siena




O Fiat Grand Siena, que será lançado oficialmente ainda nesta semana, já foi flagrado no pátio da fábrica e em caminhões de transporte. Claro que era uma questão de tempo encontrá-lo nas concessionárias.

A unidade, na versão top Essence 1.6 16V Flex Dualogic. Haverá outras três: a de entrada Attractive 1.4 Flex, a Tetrafuel 1.4 e a Essence 1.6 16V Flex com câmbio manual.

Na própria concessionária, que ainda não tinha o preço oficial – "acima de R$ 40 mil", limitou-se a dizer um vendedor –, foi possível extrair mais informações. Por exemplo: todas as versões vêm muito bem equipadas, com apoio para o pé esquerdo do motorista, computador de bordo A e B (distância, consumo médio, instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso), direção hidráulica e faróis biparábola.

Pelo visto, a Fiat quer mesmo diferenciar o Grand Siena do Siena e mesmo do Palio. O Siena Fire 1.0 deve permanecer e o novo modelo vai muito além de uma carroceria sedã do Palio. Todas as versões trazem airbag duplo e freios com sistema ABS, Logo Push (abertura do porta-malas apertando o logotipo na tampa), para-choques e maçanetas externas na cor da carroceria e vidros elétricos dianteiros com "one touch", entre outros itens.

As dimensões são interessantes em se tratando de um compacto: 4,29 metros de comprimento, 1,70 m de largura, 1,51 m de altura e 2,51 m de entre-eixos. No tanque cabem 48 litros. Mas o grande destaque é o porta-malas que assume a segunda colocação no segmento – com 520 litros, perde apenas para o Chevrolet Cobalt, que tem insanos 563 litros. Na versão Tetrafuel, por conta do cilindro de gás, o porta-malas do Grand Siena cai para 390 litros.

Sua versão Attractive traz motor 1.4 Flex com potência entre 85 cv e 88 cv (torque de 12,4 kgfm a 12,5 kgfm). Com etanol, a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 12,5 segundos, enquanto a velocidade máxima chega a 175 km/h. Nas versões 1.6 a potência vai de 115 cv com gasolina a 117 cv com etanol. A aceleração de 0 a 100 km/h com etanol acontece em 9,9 segundos e a máxima chega a 194 km/h.


A versão 1.4 Tetrafuel tem 85 cv com gasolina e gasolina pura, 88 cv com etanol e 75 cv com GNV (gás natural veicular). No etanol, acelera de 0 a 100 km/h em 12,9 segundos e chega à máxima de 175 km/h, enquanto no gás a aceleração ocorre em 15,1 segundos e a máxima atinge 168 km/h.


Finalmente Windows Phone no Brasil




A Nokia lançará oficialmente nesta semana, no Brasil, seus primeiros smartphones com o sistema Windows Phone. Para isso, o novo aparelho chegará com a pompa já tradicional dos lançamentos da Apple, com festas nas operadoras e início das vendas à 0h do da quinta-feira (22). Veja fotos dos modelos no álbum abaixo.



Os celulares da linha Lumia (Lumia 710, por R$ 999; o Lumia 800, por R$ 1.699), apresentados ao mercado brasileiro no fim do ano passado, tiveram sua “apresentação final para a imprensa” na noite desta terça (20). Lojas das operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo de várias cidades realizarão festas para convidados a partir das 22h da quarta (21) e, à 0h de quinta, terão início as vendas.

"Acreditamos que, com base no burburinho que geramos e no fato de operadoras terem criado cadastros de pessoas interessadas, haverá muita gente na fila para estar entre os primeiros a adquirir um dos modelos", disse a gerente de marketing da Nokia, Flávia Molina.

Segundo ela, a ideia principal é que os lançamentos aumentem o número de brasileiros conectados à internet pelo smartphone.

Windows Phone

Na apresentação do aparelho, em outubro de 2011, a Nokia descreveu o Windows Phone como uma plataforma que leva apenas as informações mais importantes para a tela, dispensando a exibição de diversos aplicativos. Esse conteúdo - notícias, contatos, fotos, músicas e filmes, por exemplo - é todo organizado em blocos.

O dono do aparelho escolhe de forma fácil (clicando em uma tachinha como aquelas usadas um murais de cortiça) se os blocos serão ou não exibidos na tela principal. Também é possível criar subgrupos dentro desses blocos ("amigos da faculdade" dentro de "amigos") ou levar à tela de início uma única informação desagrupada (o site favorito ou contato da pessoa para quem mais telefona).

O bloco "pessoas" reúne todas as formas de contato com um único conhecido. Ao selecionar "Maria", por exemplo, é possível visualizar seu telefone, e-mail, chat do Facebook, mural do Facebook, Twitter e MSN. O contato é feito com um clique: basta selecionar a alternativa.

A mudança de plataforma da Nokia, que até então vinha usando o Symbian em seus aparelhos inteligentes, representa uma tentativa para a empresa deixar de perder participação no mercado de smartphones (para então, possivelmente, voltar a ganhar). Essa redução vem sendo observada claramente nos últimos anos, com a popularização dos aparelhos da Apple e, principalmente, dos celulares inteligentes que rodam o sistema Android, do Google.

O Sono purifica a mente e elimina traumas



O sono mastiga e deglute memórias

É do rabino Menachem Schneerson (1902-1994) a constatação de que, se não fosse o sono, não haveria amanhã e a vida se resumiria a um hoje contínuo. Se a pausa periódica na vivência da realidade externa dá unidade ao passar do tempo, também opera transformações notáveis na realidade interna.

A cada noite o sono mastiga e deglute as memórias novas, esquecendo algumas e transformando outras em memórias maduras, distribuídas pelo cérebro e articuladas a outras memórias mais antigas ainda, rebanhos de pensamentos em constante evolução.

O embate entre esquecimento e incorporação de uma nova memória depende da relação entre sua utilidade e o custo de carregá-la. Memórias derivadas de vivências aversivas são inscritas na circuitaria neuronal mais profundamente do que memórias de baixo teor emocional.

Quando uma memória se refere a uma situação realmente perigosa ou indesejável, pode ser útil carregá-la mesmo à custa de sustos na vigília e pesadelos ocasionais. Mas quando a memória não se refere a nada relevante, melhor mesmo é esquecer. Quantas coisas à primeira vista desagradáveis não se transformam, com o tempo, em palatáveis e até desejáveis?

Um experimento realizado por Matthew Walker e colaboradores da Universidade da Califórnia em Berkeley demonstrou há poucos meses que o sono de movimento rápido dos olhos, durante o qual sonhamos, facilita a atenuação da resposta a estímulos aversivos. Esse papel já havia sido previsto em hipótese, pois o sono frequentemente está alterado nos distúrbios psiquiátricos do humor. O novo estudo utilizou a ressonância magnética functional para medir a atividade da amígdala, uma estrutura cerebral envolvida na valoração de experiências aversivas, durante a apresentação de imagens desagradáveis. Duas sessões de imageamento foram realizadas, antes e depois de um período de sono monitorado eletroencefalograficamente.

Os resultados apontaram uma diminuição das respostas da amígdala após o sono, com uma queda correspondente na reação comportamental às imagens aversivas. Além disso, o sono promoveu um aumento da conectividade functional entre a amígdala e o cortex pré-frontal ventromedial. Outro achado importante do estudo é a correspondência íntima entre tais efeitos e a queda da atividade de alta frequência (>30Hz) no cortex pré-frontal durante o sono de movimento rápido dos olhos. Essa atividade serve como marcador eletrofisiológico de transmissão adrenérgica. Em tese, isso pode contribuir paradiminuir a hiper-reatividade da amígdala a estímulos aversivos, causando uma habituação da resposta comportamental ao estresse.

Os resultados podem ter implicações para o tratamento da síndrome do estresse pós-traumático, em que o sono é invadido por pesadelos recorrentes a respeito de perigos que já não existem na realidade. Se uma das várias funções do sono é apaziguar os fantasmas do passado, talvez o sonho seja mesmo a arena mais adequada para sublimar o trauma.

terça-feira, 20 de março de 2012

Espermatozoides realizam cálculos complexos, dizem cientistas



Pesquisadores descobriram que os espermatozoides são capazes de realizar cálculos complexos. Cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, determinaram que quando o óvulo libera emissores químicos que modificam a concentração de íons de cálcio no interior dos espermatozoides (o que ativa sua movimentação), eles não reagem ao aumento dos níveis dessa substância, mas às suas variações.

"O que eles medem são as taxas de mudança ao longo do tempo, a rapidez ou a lentidão da alteração da concentração de cálcio que entra nos espermatozoides de seu exterior", disse Luis Álvarez, do Instituto Max Planck.

Assim, "em função do valor da taxa de mudança, alteram a forma como movimentam a cauda e mudam de direção. Em outras palavras, a direção dos espermatozoides é regulada pela velocidade da mudança de cálcio", explicou.

"É cômico pensar que o cálculo diferencial (ramo importante da matemática que se dedica ao estudo de taxas de variação de grandezas e a acumulação de quantidades) não era realizado até o século 18, mas os espermatozoides já faziam isso há mais de 400 milhões de anos", ressaltou.

Álvarez explicou que "os espermatozoides, como muitas outras células, fazem dezenas de cálculos". O fenômeno descoberto pela equipe foi observado por enquanto unicamente nos espermatozoides de várias espécies marítimas.

"É por isso que ainda estamos realizando esforços para conhecer quais espécies se comportam deste modo" e se este fenômeno também ocorre nos seres humanos, explicou o cientista.

Álvarez destacou que "o mecanismo que movimenta a cauda do espermatozoide foi conservado ao longo da evolução e se encontra em diferentes tipos de células do corpo humano".

"Estas células possuem extensões similares à parte final dos espermatozoides chamada cílios móveis, e desenvolvem diferentes funções", acrescentou.

Neste sentido, "é provável que estes cílios possuam estratégias parecidas a do espermatozoide para ajustar seu movimento como resposta a sinais", explicou.

Entre outras funções, eles "limpam nossas vias respiratórias empurrando a sujeira para o exterior, determinam que nosso coração fique do lado esquerdo e não do direito durante o desenvolvimento do embrião e empurram o óvulo das trompas até o útero".

Segundo Álvarez, a pesquisa é um passo importante no "entendimento de como as células processam os sinais que recebem".

Assim, "o cálculo da taxa de mudança é importante porque permite às células identificar e responder unicamente aos sinais que têm uma taxa de mudança adequada. Em termos técnicos, permite filtrar estímulos por frequências", afirmou.

"As repercussões globais deste descobrimento... o tempo dirá", concluiu o pesquisador.