domingo, 17 de julho de 2011

Justiça na Inglaterra X Justila no Brasil



Médica de SE é condenada a pagar R$ 10 mil a funcionário da Gol



A médica Ana Flávia Pinto Silva foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização a um funcionário da Gol ofendido em 2009 no aeroporto Santa Maria, em Aracaju (SE). A decisão foi divulgada nesta terça-feira pelo Tribunal de Justiça de Sergipe.

Segundo a polícia, no dia 26 de outubro a médica invadiu o espaço destinado aos funcionários da companhia aérea após se atrasar e ser informada de que não poderia embarcar em um voo para a Argentina.

Na época, imagens da confusão foram parar no YouTube. No vídeo, hoje retirado do ar, ela afirma que não perderia sua de lua de mel e grita ofensas como "morto de fome", "nego" e "analfabeto" a Diego José Gonzaga. Em seguida, um homem tenta retirá-la do local.

O valor da indenização a Gonzaga foi determinado com a suspensão condicional do processo. Para não ser julgada pelo crime de injúria racial, a médica terá que se apresentar à Justiça uma vez por mês durante dois anos.

No período, ela também ficará impedida de frequentar bares e similares depois das 22h e sair da cidade por mais de 30 dias sem autorização judicial.

O acordo foi proposto pelo promotor de Justiça João Rodrigues Neto e aceito pelo juiz José Anselmo de Oliveira.

Apesar da suspensão do processo criminal, um processo cível ainda será analisado pelo TJ. Na primeira instância, ela foi condenada a pagar R$ 8.000 de indenização ao funcionário, mas recorreu da decisão.

Com a repercussão do caso, a médica divulgou uma nota à época pedindo desculpas ao "funcionário e a toda sociedade sergipana pelo lamentável episódio". Ela justificou sua atitude dizendo ter "entrado em pânico" por não ter conseguido pegar o voo. "Fui acometida por reações impensadas e nunca antes experimentadas."

NA INGLATERRA...

Filho do guitarrista do Pink Floyd é condenado a 16 meses de prisão

Charlie Gilmour, filho do guitarrista do Pink Floyd David Gilmour, foi condenado nesta sexta-feira por um tribunal britânico a 16 meses de prisão por comportamento ofensivo durante um protesto estudantil em Londres no ano passado.

Charlie Gilmour, de 21 anos, participou no final de 2010 de uma manifestação contra o aumento das taxas universitárias e foi visto agitando uma bandeira britânica no principal monumento do país em homenagem aos soldados mortos em combate.

O jovem, que estuda na Universidade de Cambridge, foi condenado pelo tribunal de Kingston (sudoeste de Londres) por provocar desordem durante as manifestações.

Durante a audiência, foi dito que Gilmour tinha consumindo LSD e álcool no dia do protesto.

"Semelhante comportamento escandaloso e ofensivo é um claro sinal de que estava fora de controle. (Seu comportamento) causou, com razão, indignação", disse o juiz Nicholas Price.

Gilmour, que pediu desculpas diante do juiz, admitiu que no dia da manifestação não se deu conta do significado que o monumento tinha, mas a corte não aceitou esse argumento.

"O senhor mostrou uma falta de respeito pelos que se sacrificaram e morreram para defender este país", afirmou o juiz.

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